Condições da coluna

Você sabe o que a artrose tem a ver com a sua coluna?

Duas ilustrações representa um trecho da coluna vertebral com e sem artrose

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A artrose, também chamada de osteoartrite, é um dos problemas de articulações mais comuns do mundo. Em 2020, segundo estudo do IHME, Instituto Americano de Métricas e Avaliação de Saúde, 595 milhões de pessoas possuíam a doença, e a pesquisa mostra que, até 2050, serão quase 1 bilhão de pessoas afetadas por essa condição.

A artrose é o desgaste da cartilagem que reveste as articulações do corpo. Essa cartilagem age como um amortecedor que evita o atrito entre os ossos e, quando está desgastada, pode causar dor, rigidez e inflamação. E, apesar de não ser tão comum, ela pode afetar a coluna. 

A artrose costuma ser causada por um conjunto de fatores, como o envelhecimento natural, genética, movimentos repetitivos no trabalho ou na prática de algum esporte, ou até mesmo se desenvolver a partir de lesões pré-existentes ou sobrepeso. Ela costuma afetar mais áreas que sustentam muito peso ou são muito movimentadas, como joelhos, quadris e as mãos, mas a coluna vertebral também merece atenção quando falamos dessa doença.

As áreas lombar e cervical são as mais afetadas pela artrose e, normalmente, aparecem por conta do desgaste natural da idade. Confira os principais sintomas:

Sintomas

  • Dor nas articulações;
  • Rigidez ao acordar ou após ficar em repouso por muito tempo;
  • Estalos e/ou rangidos ao se movimentar;
  • Inchaço ou perda de mobilidade;
  • Diminuição da força muscular ao redor de articulações, ou até deformidades em casos mais graves.

O diagnóstico da artrose é clínico a partir dos sintomas, e por imagem, por meio de raio-x, tomografia ou ressonância. O tratamento vai depender da gravidade da condição, mas costuma ser simples. Quando os sintomas são leves e não progressivos, consiste em fisioterapia e medicamentos como anti-inflamatórios e relaxantes musculares, além de fisioterapia. Quando as dores são intensas e mais localizadas nas regiões afetadas, podem ser feitas infiltrações para alívio do desconforto.

Em casos em que há piora dos sintomas ou a função neurológica está comprometida, é indicado o tratamento cirúrgico, que normalmente é minimamente invasivo, menos agressivo e com recuperação mais rápida. 

Em caso de sintomas como os apresentados acima, visite uma equipe médica especializada para obter um diagnóstico claro.