Condições da coluna

Lordose: causas, sintomas e quando é considerado grave

Médico avalia a coluna do paciente

2 minutos

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A coluna vertebral já apresenta, de forma natural, uma curvatura na região lombar. No entanto, quando essa lordose é excessiva, ela ganha o nome hiperlordose. Somente em 2020, essa condição afetou 619 milhões de pessoas (OMS) e tem, para cada grau de severidade, um tratamento específico. 

Quais são os sintomas de hiperlordose? 

Os principais sintomas de uma curvatura excessiva na coluna lombar são:

  • Dor na região lombar que piora ao ficar em pé por muito tempo ou após esforço físico;
  • Postura com glúteos projetados, abdômen aparente e espaço visível entre a parte baixa das costas e o chão quando deitado;
  • Rigidez, espasmos e fadiga muscular;
  • Inflamação no ciático com dores irradiando para as pernas e perda sensorial em casos graves.

O que causa a hiperlordose? 

  • Contraturas musculares;
  • Condições genéticas;
  • Obesidade;
  • Espondilolistese;
  • Anteversão da pelve;
  • Gravidez;
  • Uso contínuo de saltos altos;
  • Má postura;
  • Sedentarismo;
  • Muito tempo em pé ou sentado sem suporte adequado;
  • Musculatura abdominal fraca;
  • Perda de massa muscular e degeneração dos discos intervertebrais por envelhecimento.

Quando a lordose / hiperlordose é considerada grave? 

Um quadro de hiperlordose será considerado grave quando houver dor intensa e progressiva que não responde ao tratamento. Também é preciso ficar atento a outros sinais, como os neurológicos, em que há fraqueza nas pernas, perda sensorial e perda do controle esfincteriano. Por fim, caso a curvatura afete básicas, como andar, trabalhar e dormir, busque imediatamente ajuda profissional. 

Como tratar a lordose? 

Dependendo do quadro, é possível tratar os quadros de hiperlordose sem que seja necessário intervir cirurgicamente. Nesses casos, é indicado a realização de fisioterapia, exercícios específicos de fortalecimento abdominal e glúteo, alongamentos de flexores do quadril, estabilização lombopélvica e uso de analgésicos e anti-inflamatórios. 

O tratamento cirúrgico é reservado para casos com causa estrutural corrigível ou deformidade refratária que comprometa a função, sempre indicado por um profissional especializado em dor e coluna após avaliação correta.